Em novembro de 2025, a Binance apoiou a Europol, EUIPO e um grupo de grandes representantes dos setores audiovisual e de criptomoedas em uma iniciativa de uma semana, denominada Cyber Patrol, para combater a pirataria digital.
A operação focou as bases financeiras que sustentam os ecossistemas ilegais de streaming, em vez de apenas perseguir operadores individuais ou sites.
A Cyber Patrol prova que a intervenção multinacional, coordenada e orientada por dados é a ferramenta mais eficaz disponível para desmontar a pirataria digital organizada.
A pirataria digital há muito se comporta como um organismo mutante: resiliente, adaptável e profundamente transnacional. Plataformas ilegais de IPTV, redes encobertas de streaming e esquemas de revenda de assinaturas prosperam há anos cruzando fronteiras, escondendo-se atrás de jurisdições fragmentadas e métodos de pagamento em rápida evolução.
Em novembro de 2025, os principais representantes dos setores audiovisual e de criptomoedas se uniram às autoridades para enfrentar esse desafio de frente. A iniciativa, formalmente chamada de Cyber Patrol, colocou a infraestrutura financeira da pirataria moderna sob análise detalhada. Reuniu a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol), o Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), mais de uma dúzia de agências nacionais de aplicação da lei, representantes da indústria, grandes corretoras de criptomoedas, empresas de cibersegurança e de análise blockchain em um único esforço coordenado de uma semana.
A Cyber Patrol foi concebida como resposta a uma realidade em rápida transformação: atualmente, as criptomoedas já representam 20% de todos os métodos de pagamento usados por piratas digitais. Operadores ilegais de IPTV adotaram cripto por motivos previsíveis como agilidade, acessibilidade global e menor atrito. No entanto, justamente a transparência da blockchain, na qual confiam, tornou-se o mecanismo de exposição.
A operação Cyber Patrol foi desenhada como uma “corrida cripto” internacional de uma semana. Ao invés de focar apenas no fechamento de sites ou caça de operadores individuais, a iniciativa centrou-se nas bases financeiras que sustentam ecossistemas ilegais de streaming. Ao mirar nos pagamentos e fluxos de dinheiro, a Cyber Patrol buscou enfraquecer o modelo de negócios da pirataria desde sua origem.
A operação foi liderada pela Intellectual Property Crime Coordinated Coalition (IPC3), uma unidade especializada da Europol, em colaboração com o Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO). Para fortalecer o esforço, equipes policiais de mais de 15 países europeus atuaram em conjunto com os principais parceiros do setor privado: Premier League, Irdeto, Audiovisual Anti-Piracy Alliance (AAPA), grandes corretoras de cripto como Binance e Coinbase, a empresa de inteligência blockchain Chainalysis e a plataforma investigativa Maltego.
Juntas, essas organizações mapearam, rastrearam e interromperam as redes financeiras que sustentam serviços ilegais de IPTV, muitos dos quais atraem milhões de visitantes anualmente.
Historicamente, a pirataria se apoiava em revendedores de cartões de pagamento, vouchers pré-pagos e canais bancários informais. Mas, à medida que o cenário de pagamentos se moderniza, as empresas criminosas acompanham. As informações coletadas durante a operação revelaram uma aceleração clara na adoção de pagamentos em cripto entre provedores ilegais de IPTV. A criptomoeda tornou-se mecanismo preferencial para assinaturas, recompensas de afiliados e pagamentos de comissão.
Essa mudança não passou despercebida pelos investigadores do setor. Como declarou Mark Mulready, vice-presidente de serviços cibernéticos da Irdeto: “A inteligência mostra que a criptomoeda rapidamente se tornou o novo método de pagamento escolhido pelos piratas digitais. Esta operação representa um ponto de virada em como combatemos a pirataria, cortando os mecanismos de pagamento que alimentam serviços ilícitos e atingindo o cerne do modelo de negócios.”
No núcleo da Cyber Patrol esteve uma abordagem técnica altamente coordenada. Os investigadores atuaram em tempo real, agrupando inteligência de múltiplas plataformas e serviços, permitindo um panorama holístico da atividade financeira por trás das redes de pirataria.
A Chainalysis forneceu recursos avançados de inteligência blockchain que permitiram aos investigadores rastrear o movimento de fundos ilícitos com detalhes granulares.
Analistas da Irdeto, empresa de segurança de plataformas digitais, usaram o Chainalysis Reactor para seguir fluxos complexos de fundos, identificar padrões de lavagem de dinheiro, descobrir redes de carteiras intermediárias e expor elos entre operadores piratas e seus consumidores. A visibilidade proporcionada pela perícia em blockchain tornou-se uma das ferramentas mais eficazes para desmontar canais financeiros ilícitos. A Maltego agregou componente visual essencial com sua plataforma investigativa Maltego Graph.
A junção entre inteligência on-chain profunda e visualização de múltiplas fontes gerou um nível de clareza até então inalcançável na luta contra a pirataria de IPTV.
Ao final do sprint investigativo coordenado, a Cyber Patrol mapeou um ecossistema extenso e anteriormente oculto de serviços ilegais de IPTV.
69 sites piratas identificados e alvo da operação
25 serviços ilícitos de IPTV referenciados a provedores de serviços de criptomoedas para interrupção
44 sites adicionais sob investigação ativa
Os sites alvo receberam um total estimado de 11.821.006 visitas anuais
Aproximadamente US$ 55.000.000 em criptomoedas rastreadas em contas associadas a esses serviços
Vários desses serviços seguem sob investigação por entidades públicas e privadas.
Esses números evidenciam a magnitude financeira da pirataria digital e demonstram por que interromper canais de pagamento é uma das formas mais eficazes de combater essas operações criminosas.
Uma das principais características da Cyber Patrol foi a rapidez e eficiência com que as corretoras de criptomoedas agiram a partir das informações investigativas recebidas.
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociações e usuários registrados, utilizou inteligência da operação para intervir em contas ligadas à pirataria. Nossas equipes empregaram os recursos de conformidade e investigação da Binance para fortalecer a integridade da plataforma e impedir o mau uso.
Lilija Mazeikiene, Head de Investigação da Binance EMEA (Europa, Oriente Médio e África), enfatizou a importância da colaboração: “Este esforço conjunto reforça a relevância e eficácia da cooperação público-privada no combate ao crime digital, o que é parte fundamental do nosso trabalho na Binance. Também destaca como o crime não consegue se esconder facilmente na blockchain, onde a natureza pseudoanônima das criptos torna transações ilícitas mais fáceis de descobrir do que dinheiro em espécie ou outros meios de pagamento. Os piratas digitais logo perceberão que cripto dificultará sua camuflagem.”
A Cyber Patrol demonstrou mais uma vez que a transparência das criptomoedas, aliada a ações decisivas e coordenadas, pode ser um diferencial poderoso contra o cibercrime.
O esforço conjunto é mais um lembrete de que, embora criminosos sejam atraídos pelas criptomoedas pela agilidade e interoperabilidade global, a transparência inerente da blockchain torna as transações ilícitas rastreáveis. Cada transferência deixa um registro permanente e público que investigadores podem analisar retroativamente.
Na prática, a Cyber Patrol usou a transparência da blockchain como arma contra os próprios criminosos que tentavam explorá-la.
Essa iniciativa reforça a importância da cooperação global entre os setores audiovisual, tecnológico e cripto. Ao compartilhar inteligência e alinhar ações com Europol, EUIPO e autoridades nacionais, os parceiros mostraram que intervenções coordenadas e guiadas por dados podem desestabilizar significativamente organizações criminosas estruturadas no ambiente digital.
A Cyber Patrol prova que a intervenção multinacional, orientada por dados e coordenada, é a ferramenta mais eficaz para desmontar a pirataria digital organizada.
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